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Quer trabalhar com criatividade? Confira as lições desse publicitário.

Quer trabalhar com criatividade? Confira as lições desse publicitário.

O Rafael passou por Ciência da Computação, Ciências Sociais, telemarketing, foi garçom e teve um blog de literatura. Até que escolheu Jornalismo. Dali para a redação publicitária, foi um pulo. ;)

Quem vê um trabalho criativo pronto, de longe, não tem ideia de quanto trabalho existiu na construção daquela ideia. 

Criar é conectar o que está aparentemente distante. É unir pontos diferentes e dar sentido a essa união. 

Quanto mais distantes, mais inusitados, maior será o impacto da ideia. E, para conectar esses pontos, não existe outra alternativa: é preciso trabalho.

A execução de uma ideia pode ser rápida, mas a concepção e amadurecimento dela, em geral, leva tempo. E dedicação.

A rotina em um departamento de criação é permeada por brainstormings, trocas, leituras, vídeos, uma série de atividades que parecem fugir do conceito que temos da rotina em um ambiente de trabalho. 

Mas é preciso lembrar que atuamos com uma meta subjetiva e implacável: a expectativa do cliente.

Passamos grande parte da nossa jornada em busca de conectar nossas criações às necessidades de quem encomenda o job. 

Na carona disso, vêm reuniões, ligações e trocas de e-mails intermináveis.

Sem contar que sempre, inevitavelmente, lidamos com um fator inadiável: o prazo. Há quem se apavore diante dele, mas uma maneira boa de lidar com ele é trata-lo com naturalidade. 

Comigo deu tão certo que hoje eu arriscaria dizer que prazos são minhas verdadeiras inspirações. Diante deles, não há job que não se resolva!

Há quem ainda romantize a criatividade, como se ela fosse um talento. Como se as grandes ideias estivessem pairando por aí e, do nada, o criativo, esse ser iluminado, as concebesse. 

Mas eu, que fiz um longo caminho profissional para chegar ao setor de criação, no Marketing da PUCPR, digo com toda certeza: a criatividade é, sobretudo, uma escolha.

E, para dar vida a ela, é preciso atenção às ideias, às pessoas, ao mundo e, sobretudo: focar para organizar todas as possibilidades de comunicar o que é preciso. 

Afinal, comunicação não é o que eu digo, mas o que você compreende do que eu falo.

Durante muitos anos da minha vida, a ideia de trabalhar com criatividade me encantava. Além dos convites de amigos publicitários, algo na área de criação sempre flertava comigo.

Por muito tempo dei de ombros. 

Passei por Ciência da Computação, Ciências Sociais, trabalhei com telemarketing, como garçom e mantive um blog de literatura despretensiosa.

Até que decidi estudar Jornalismo. Dos textos jornalísticos para redação publicitária, foi um pulo.

Hoje sei que cada um dos lugares por onde passei existe dentro de mim. E diariamente vasculho meu universo particular de experiências em busca de ressignificar minhas leituras e percepções.

A busca pela criatividade é uma inquietação que não se cansa. E, a cada nova ideia, surgem novas possibilidades para ir além.  

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