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Os empresários querem inovar, mas os dinossauros não deixam

Os empresários querem inovar, mas os dinossauros não deixam

Durante 30 meses acompanhei mais de 40 empresas através do Programa Agentes Locais de Inovação (ALI/SEBRAE). Nesse período me deparei com a imensa dificuldade dos empresários em implementar as ações de inovação que eram propostas. Muitos desses empreendedores entendiam a importância da inovação para o desenvolvimento dos seus negócios, entendiam perfeitamente que o mercado estava e está em processo de transformação constante e que se manter estagnado não era e não é o melhor caminho. 

Entretando alguns deles encontravam uma barreira, principalmente no que se referia a equipe. Muitos colaboradores dinossauros não entendiam a importância dessa prática, apesar de todos os esforços serem dirigidos para eles e para criação de um ambiente propício a cultura da inovação, faziam pouco caso! 

Para que a inovação apresentasse os resultados esperados, as pessoas deveriam estar no centro. Para isso, foi necessário desenvolver, eventos e palestras com o foco em ampliar o entendimento sobre o que é inovar e estimular o processo criativo. A criatividade alimenta a inovação! 

A liderança também precisou desmistificar alguns conceitos, principalmente por atrelarem a inovação a grandes acontecimentos. Como por exemplo: uso de equipamentos de alta tecnologia, inteligência artificial, IoT, nanotecnologia e por aí vai... Liderar é se aperfeiçoar constantemente, quebrar paradigmas, mostrar o caminho, tomar iniciativa, assumir riscos e desenvolver pessoas.

A inovação deve gerar valor, para isso ter uma estratégia é extremamente importante. Um programa de coletas de ideias, desde que realizado com um objetivo bem definido pode ser uma ótima solução. Um case de sucesso é o da Aviva que gerou R$ 55 milhões em retorno financeiro e mexeu de tal forma com a cultura da empresa que cada colaborador quer deixar um legado para a empresa e para os clientes. Um programa de idéias possibilitou isso.

Outro ponto que vale a pena ser destacado foi em relação a novas contratações, os gestores e recrutadores foram estimulados a investir na diversidade da equipe. Entender e aceitar opiniões e perspectivas diferentes é antes de qualquer coisa uma demonstração de respeito, mas também uma ótima maneira de ter ideias, mesmo que simples, mas que podem se transformar em ações, e essas ações podem se transformar em resultados desde que bem estruturadas e desenvolvidas.

A grande maioria das pessoas, inclusive os "dinossauros" adoram um jogo, o ser humano é muito competitivo por natureza. Por isso, uma forma de envolver a equipe foi estabelecer a gamificação, quanto mais ideias sugeridas, maior a pontuação, quanto maior a pontuação, mais chances de ganhar prêmios ou de ter a ideia escolhida para ser implantada. Esse clima competitivo e saudável fez um bem danado. Empresas criaram árvores de ideias, livros, painéis e todos apresentaram resultados.

Com todas essas práticas aconteceu o que deve acontecer em todos os empreendimentos, o aprendizado organizacional, os gestores avaliaram o que deu certo, o que deu errado e ambas as situações geraram conhecimento diminuindo a probabilidade de erros futuros. 

Seja protagonista, aplique na sua empresa, envolva os dinossauros e sinta o impacto. 

Mundo Centro Europeu
Diogo Macenhan
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Administrador, pós-graduado em Gestão de Pessoas com Coaching, consultor de negócios, especialista em MEG - Modelo de Excelência em Gestão, planejamento estratégico, inovação e metodologias ágeis. Palestrante e professor apaixonado.

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