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Os boletos da vida adulta e a economia criativa

Os boletos da vida adulta e a economia criativa

Atualmente muito se fala em economia criativa, é a expressão da vez e somos bombardeados com temas que embasam suas justificativas nesse termo. Mas você realmente sabe o que ele quer dizer? E mais, você pode pagar os boletos da vida adulta com isso?

Então voltemos ao início, a primeira vez que se tem registro oficial do uso do termo foi em 1994, pelo então primeiro ministro da Austrália. Porém, na década de 1980, Margaret Thatcher, a toda poderosa do Reino Unido, evidenciou a importância de áreas relacionadas à criatividade e tecnologia para alavancar o desenvolvimento da economia de uma nação.

Contudo, foi só em 2001 que John Howkins, ao lançar o livro “The Creative Economy” colocou o tema em voga. A obra reúne conceitos a respeito de como a criatividade e a inovação interferem na economia.

Sendo assim, vamos resumir: vivemos em uma realidade totalmente diferente das gerações anteriores, isso faz com que os anseios e sonhos coletivos sejam diferentes e conflitem com a formatação econômica que nossos pais e avós ajudaram a construir.

Contemporânea a uma nova realidade, a economia se mostra fluida para não se tornar obsoleta. Sendo assim, áreas de criatividade começam a ter muito mais vez e voz na máquina de engrenagens capitalistas em que vivemos. Um exemplo claro disso é a fluidez das novas profissões.

As pessoas buscam fugir do óbvio, com isso, cada vez menos profissionais estão dispostos a sacrificar o seu bem estar físico e mental. Elas estão buscando essa realidade para si e evitando empregos puramente por dinheiro em um ambiente que seja tóxico ao seu bem estar.

Porém nenhum começo é fácil e quando nos deparamos com as responsabilidades da vida adulta. Percebemos que prospectamos apenas um lado da moeda do “trabalhar com o que se ama”, sem compreender que para chegar à face da coroa, é necessário passar pela cara antes.

Isso nos faz refletir. Aprendemos que a estabilidade, tão cultuada pelos nossos pais é importante para que tenhamos os pés no chão, ao mesmo tempo em que temos nossos objetivos altos como as nuvens.

Sendo assim, sabemos que no mercado atual há espaço de sobra para a tão falada economia criativa. As áreas que buscam inovar, facilitar e dar novo sentido a produtos e serviços já existentes têm um potencial gigantesco dentro desse novo cenário que estamos ajudando a construir. Mas, para isso, as responsabilidades e dificuldades também são uma realidade que temos de lidar. Já não nos contentamos com chefes que agem como animais raivosos atrás de números, mas também temos de saber que criatividade sem lucro é desperdício de ideias.

Em conversa com alguns amigos que estão passando por esse mesmo momento, em diferentes esferas econômicas, concluí que as portas estão abertas para as áreas criativas e isso é bom, mas o ótimo só vem com a criatividade aliada ao fato de ser algo inovador.

Dessa forma, finalizo dizendo: fazer o que a gente ama é muito bom, mas fazer isso e ganhar dinheiro... é melhor ainda!

Mundo Centro Europeu
Alex Bueno
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Publicitário, Dj, Produtor Musical, Fotógrafo e Cozinheiro. Escrever é algo que me fascina e uso da luz, dos sons, das palavras e ingredientes culinários para fazer meus textos.

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