[ editar artigo]

O que descobri sobre vida e carreira viajando pela Ásia

O que descobri sobre vida e carreira viajando pela Ásia

A Lissa teve que escolher entre estabilidade ou o investimento em experiências únicas. Descubra como a viagem de uma vida tornou-a uma profissional com as soft skills muito mais apuradas! ;)


"Você quer ser uma senhora rica que nunca fez nada na vida ou uma jovem que aproveita as oportunidades pra conhecer o mundo?". Foi assim que começou a minha viagem.


Eu sempre fui muito conservadora com dinheiro e, desde que comecei a trabalhar, venho me preparando pra viver uma vida tranquila no futuro. Em outras palavras, fazendo meu pé de meia pra não precisar me preocupar depois.

Em outubro de 2018, soube que iria me mudar de cidade: recebi uma proposta, depois de dois anos de estudo, pra mudar de emprego. Junto, uma das dicas mais valiosas de como me preparar pra essa nova fase: "vá viajar!".


Túneis de Cu Chi no Vietnã. Estrutura meio primitiva mas inteligentíssima que levou os vietnamitas a vencerem a guerra. Esse aí da foto foi aumentado pros turistas conseguirem passar.


Confesso que a senhora rica que nunca fez nada na vida cutucou bastante meu pensamento antes de eu decidir vir pra Ásia. Mas a jovem curiosa falou mais alto (ainda bem!) e eu entendi que essa viagem seria um investimento em mim, no meu futuro e – depois eu descobri – no meu presente.

Comecei pela China, com um passeio rápido à Grande Muralha (10 horas de conexão têm lá seu valor). Um frio de matar. Uma emoção que me fez sentir mais viva do que nunca. Foi um daqueles poucos momentos na vida que nos fazem sentir imensos por dentro e tão pequenos por fora.


Seguindo viagem (foram 40 horas no total), cheguei à Malásia – um país que não pretendia visitar, mas foi a passagem mais barata que encontrei. Que grata surpresa! Kuala Lumpur é uma cidade moderna, cheia de diversidade e com um sistema de transporte coletivo avançado. Um dia foi pouco!

Somos tão pequenos! Tão pequenos que colocamos em risco a existência de uma espécie tão grandiosa. Graças a projetos como o #loveforelephants, que resgata e cuida com muito carinho dos elefantes asiáticos, eles podem viver mais e melhor.


Aí veio a Tailândia: praias paradisíacas, templos inacreditáveis, pores do sol que vou guardar pra sempre. Um país barato, mas que exige um certo esforço pra pagar o preço justo (tive que perder a vergonha de pechinchar). As melhores comidas típicas estão onde você não vê nenhum turista e não entende nada do que está escrito: restaurantes locais e feirinhas de rua afastadas. Até eu descobrir isso, comi muita coisa ruim. E sobre a famosa massagem tailandesa... ela é mesmo boa, rs!

Pausa para falar dos chineses: há chineses em tudo o que vejo. E eles estão sempre apressados, em grandes grupos, tirando mil fotos e fazendo muito barulho. A oportunidade de negócio não passou despercebida: algumas empresas vendem passeios "Chinese free".

Meu próximo destino foi o Camboja, onde visitei o Parque Arqueológico de Angkor – um complexo de templos que foram construídos por volta do século XII, todos em pedra. O lugar é cheio de história e misticismo e a arquitetura é bastante impressionante pra época. O nascer do sol por trás de Angkor Wat, o principal templo, foi das coisas mais bonitas que já vi na vida.

Pra fechar a viagem, um pulo no Vietnã: o país onde aprendi a ser pedestre. O trânsito é um caos! Pra atravessar a rua, você só fecha os olhos e reza pra chegar do outro lado vivo. A culinária é sensacional – a melhor que experimentei dentre os países que visitei. O comércio de itens falsificados (principalmente de vestuário) é muito forte e as comunidades ainda sofrem os efeitos da guerra.

A poucos dias de voltar pro Brasil, já consigo ver o saldo positivo do meu investimento (por isso digo que ele foi também no meu presente): uma Lissa mais paciente, mais aberta, mais atenta, com menos vergonha, menos medo e menos frescura. Com mais consciência do tempo de cada coisa e do tempo de cada um.

Levo pra casa algumas respostas (e muito mais perguntas!), mas uma, em especial, acho que vale compartilhar por aqui: a senhora rica do futuro, sem dúvidas, terá feito muita coisa nessa vida.

Fica  a dica:

Viajar é preciso, e o payback é imediato!

Lissa Wan
Paulistana criada em Curitiba. Graduada em Publicidade, apaixonada por inovação e negócios. Atualmente trabalha com consultoria estratégica em São Paulo.

Mundo Centro Europeu
Ler matéria completa
Indicados para você