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Deu friozinho na barriga? Vem mudança de carreira por aí!

Deu friozinho na barriga? Vem mudança de carreira por aí!

Quantos de vocês seguiram a carreira que sonharam na infância? Certa vez li que os trabalhos que aspiramos quando criança são a janela para nossas paixões e talentos. Faz sentido, né? 

Conheço pessoas que transformaram brincadeiras em profissão, e hoje são professores, cabeleireiros, engenheiros e até atores! Também posso listar uma galera aí que investiu no empreendedorismo. 

Eu mesmo sonhava em ser repórter e, felizmente, pude cursar a faculdade de jornalismo. 

Mas não pensem que o intuito deste texto é mostrar que sonhos podem se tornar  realidade. 

Para falar a verdade, quero mesmo é falar sobre resiliência e adaptação. Afinal, num mercado cada vez mais afetado pela ascensão tecnológica, já não existe mais espaço para todo mundo no modelo tradicional de  jornalismo – E, sinceramente, que bom! 

Sem dúvidas a paixão por contar histórias, de pessoas e lugares, foi o que me motivou a escolher a profissão.

O menino que adorava escrever na máquina antiga que ganhou do pai, sonhava um dia ver seus textos estampados nos melhores jornais da cidade – e por que não do mundo? 

Claro que a faculdade fez a sua parte e já no primeiro ano deu aquele banho de água fria, ensinando que nem tudo são flores. 

“O mercado está mudando”, diziam os professores. E eles tinham razão. O jornalista do século XXI precisava - e ainda precisa - se reinventar. 

Nós já passamos pela era do impresso, do rádio, da televisão e agora vivemos um momento onde basta digitar algumas palavras no amigo Google, que temos acesso fácil a todo tipo de informação. 

Para o bem ou para o mal, as novas demandas do mercado abriram portas inimagináveis para este profissional.

Ainda na faculdade, por exemplo, enquanto dava meus primeiros passos na carreira, fazendo estágios em assessoria de imprensa e televisão, notei algo curioso nas vagas ofertadas para estudantes de jornalismo: agências de publicidade em busca de redatores. 

Sei que ler algo assim pode soar estranho em pleno ano de 2019, mas lembrem que há pouco mais de cincos anos,  termos como “marketing de conteúdo” e “SEO” ainda estavam ganhando a atenção das empresas. 

As próprias instituições de ensino não estavam preparadas para abordar esses assuntos.

E foi assim que decidi trilhar o caminho do marketing digital. Se me apaixonei logo de cara? Lógico que não.

Imaginem um jovem aspirante, que vislumbrava um futuro trabalhando dentro de grandes redações, abrir mão disso para aprender sobre conceitos de marca, personas,  jornada do consumidor e tudo aquilo que o aproximava do universo da publicidade.

Mas foi também em meio a essa jornada de aprendizado que percebi algo mágico: toda marca tem uma história para contar, e “como contá-la” é o que me torna hoje apaixonado pelo que faço. 

Bastou eu pegar aquela minha experiência, de um jornalismo agora considerado em crise, e inlcuir ali uma boa dose de conhecimento em técnicas de marketing, que ótimas oportunidades começaram a surgir. 

No fim, foi importante me (re)descobrir. 

Se serve de conselho, sejam curiosos, assim como eu fui. Deixem o medo de lado e, mais do que tudo, aceitem que sonhos podem mudar. 

Façam o exercício agora mesmo: imaginem outros caminhos para seguir dentro da carreira. Deu aquele friozinho na barriga? Acreditem, é um bom sinal. Quem sabe não descubram aí possibilidades até mais apaixonantes.

 

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