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Como defender suas ideias em uma reunião

Como defender suas ideias em uma reunião

Quem nunca teve uma ótima ideia no trabalho e desistiu de mostrar pras outras pessoas, por medo de julgamentos? Ou sentiu que não sabe comunicá-la? Confira as super dicas da Alessandra!

 

Esse cenário é super comum e se repete todos os dias em diferentes lugares, até mesmo com pessoas seguras e confiantes. Mas então, tem jeito de apresentar uma ideia sem passar por todo esse estresse?

Com certeza podemos comunicar uma ideia com mais leveza, tranquilidade e com nossas emoções sob controle. Basta a gente entender alguns mecanismos internos e saber como aproveitá-los da melhor forma. O sistema básico que vou explicar aqui é como acessar a segurança.

Pra apresentar uma nova ideia, a gente precisa se sentir seguro. Por isso, trago algumas dicas:

1. Qual é seu objetivo com a nova ideia?

Tivemos essa ideia apenas para nos sentirmos orgulhosos de nós mesmos ou vai ter algum ganho a mais? Pare um pouco e reflita sobre isso: o que eu e as pessoas ao meu redor vão ganhar com a implementação dessa ideia?  

Tendo essa resposta clara dentro de você, sua confiança aumenta e as dúvidas desaparecem, porque agora você tem certeza que trará um grande benefício pra equipe, ou pra a empresa, pros seus clientes, etc.

E se ficou claro pra você, vai ficar pros outros também.

2. Quem é a pessoa que você vai apresentar sua ideia?

O segundo ponto que considero importante é saber pra quem você vai apresentar sua ideia.

É pra uma equipe de especialistas? É pro seu chefe? Ou pro seu cliente?

Faça o possível pra conhecer algumas particularidades da pessoa antes da apresentação. Observe seu comportamento, a maneira como fala, seus gestos, como interage com os outros e absorva o maior número de detalhes que puder.

E se ainda ficar difícil, recorra às redes sociais pra dar uma espiada na vida dela.

3. Onde vai ser a apresentação?

Tão importante quanto saber sobre a pessoa que você vai apresentar a ideia, é saber o local da apresentação.

Saiba quais são seus recursos disponíveis: uma TV ou projetor, caixas de som, quadro de anotações, papel e caneta e até mesmo detalhes na ambientação, como a claridade do local, se vocês vão ter privacidade com portas e paredes, se o local está bem arejado, etc.

É melhor estar preparado e planejar o que fazer nesse ambiente, do que ter surpresas na hora da apresentação.  

4. Adapte a sua comunicação

Acredito que essa é a dica mais valiosa. Os melhores comunicadores são aqueles que usam a flexibilidade pra adaptar sua linguagem pra que o outro compreenda melhor.

Imagine que você vai apresentar sua ideia pra um grupo de chineses, mas você não fala chinês (e nem eles falam a sua língua) e não tem um tradutor pra poder te ajudar. Você acha que alguém vai conseguir entender o que você diz? Provavelmente não.

A flexibilidade é uma habilidade importante nessas horas, porque vai ajudar você a ser “entendível”.

É quando você vai aprender a analisar a linguagem do outro, modificar a maneira como você se comunica pra ficar mais parecida com a linguagem dele e então, entrar no mundo do outro.

Uma maneira rápida de fazer isso é através do seu corpo. Preste atenção na próxima dica:

5. Use seu corpo

O corpo é uma ferramenta pouco explorada pelos comunicadores, mas pode fazer toda a diferença na hora da sua apresentação.

Você pode usar uma técnica chamada Rapport, que basicamente ensina seu corpo a entrar em sintonia com o outro de maneira consciente e assim, conquistar sua confiança.  

O nosso cérebro está constantemente absorvendo informações e estímulos que recebemos e ele busca por comportamentos que sejam iguais aos nossos. Mas por que precisa ser igual?

Quando você vai em uma festa, ou está com um grupo de pessoas, você se sente mais confortável com pessoas parecidas com você ou completamente diferentes?

Se você é uma pessoa silenciosa e introvertida, prefere ficar perto de pessoas iguais a você ou gosta das mais barulhentas e expansivas?

É mais provável que você queira ficar perto das parecidas, certo?

O Rapport é algo que fazemos intuitivamente e nada mais é do que colher informações corporais do outro e espelhar, repetir, fazer igual. Assim o cérebro do outro identifica você como parecido e comunica pra pessoa “Vocês têm algo em comum, pode relaxar e confiar”.

6. Você vai precisar ficar atento aos seguintes pontos no outro:

  • Respiração: está rápida e curta ou lenta e longa?

  • Corpo: está tenso ou relaxado?

  • Voz: é alta e clara? Faz muitas pausas? Seu ritmo é rápido ou devagar?

  • Proximidade: a pessoa gosta de falar muito próximo dos outros? Ou prefere manter distância?

  • Toque: ela gosta de tocar os outros enquanto fala? Ou prefere manter distância?

  • Expressões faciais: ela usa muito a testa? Sua boca fica cerrada ou relaxada? Seus olhos bem abertos ou mais fechados?

Espelhe o comportamento do outro com sutileza e não precisa fazer exatamente como ele faz. Apenas identifique seu padrão e repita. Quando menos perceber, você estará fazendo isso naturalmente e sem pensar demais.

E por último, quero que você saiba que, independente da sua ideia, você precisa conhecer seus valores e qualidades. Saiba aquilo que você faz de melhor, valorize isso em você mesmo e pode ter certeza que nada vai derrubar sua confiança.  

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