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Tem mil ideias e não executa nenhuma? Esse post é pra você.

Tem mil ideias e não executa nenhuma? Esse post é pra você.

Seja para realizar um projeto pessoal ou profissional, empreendendo ou sendo um funcionário intraempreendedor, é preciso ter uma estratégia bem amarrada para ligar o sonho ao resultado desejado. Vamos começar? ;)

Não que haja um passo a passo infalível para transformar sonhos em realidade, mas descobri alguns gatilhos que podem ajudar na elaboração do plano de ação e, consequentemente, no atingimento dos objetivos.

Trabalhar no EBANX, uma fintech que mantém viva a obstinação por disrupção, me fez criar mecanismos para conseguir enxergar o sonho grande por trás das metas ousadas, encontrando maneiras de atingir objetivos que inicialmente pareciam impossíveis.

De forma bem resumida, notei a existência de uma sequência de três passos que guiam tirar os planos do papel: sonho → ação → resultado. 

Atuei como coordenadora de marketing e toquei dois projetos de conteúdo, um como foco B2C e outro B2B.

Ambos são bastante estratégicos, isso porque o foco no sonho da empresa de gerar acesso é sempre tão claro, que é possível encontrar muitos “comos” para a sua realização, então foi simples descobrir quais ferramentas de marketing poderiam contribuir para a missão.

Se sonhar é o que faz começar um plano a sair do papel, vamos nos aprofundar nesse aspecto para que as partes de ação e resultado fluam mais naturalmente.

O porquê dos sonhos e planos

Já parou pra pensar na motivação que existe por trás dos seus sonhos (ou projetos)? Apesar de simples, considero essa provocação essencial para entender a identificação que existe entre você o sonho.

Isso porque quanto mais latente for a razão, maiores são as probabilidades de realizar.

“Mas e quando é o sonho da empresa ou do meu gestor?” Considero igualmente importante essa reflexão, só que agora com a perspectiva de se afeiçoar ao sonho num intuito de se identificar com a proposta a ponto de que vire seu sonho também.  

Existem muitas técnicas para explorar as motivações, mas para começar de forma descomplicada, eu gosto da teoria do Golden Circle.

Em um TED, Simon Sinek, consultor de marketing e palestrante, explica esse conceito e exemplifica com marcas e invenções em que o “porquê” era tão claro que o sucesso era apenas uma consequência.

Para exercitar a parte do sonho, minha proposta é: assista ao vídeo e depois gaste uns minutos refletindo sobre a motivação por trás do sonho ou projeto. Vale escrever, criar diagramas, desenhos etc.

O sonho na prática com cinema e gerenciamento de produto

Se o sonho é porquê, a ação é o como.

Acredite, essa é a parte mais simples do processo. Eu gosto de adaptar conceitos de outras disciplinas para facilitar o meu trabalho.

Para esta etapa vamos nos apropriar de alguns conhecimentos de gerenciamento de produto e cinema.

O MVP, Minimum viable product ou produto mínimo viável, é a essência do gerenciamento de produto e que também é recorrente no mundo do empreendedorismo e startups.

Simplificadamente, um MVP é uma “amostra” de lançamento do produto/ sonho/ projeto para avaliar sua recepção, coletar feedbacks e ajustar a ideia para lançar uma nova versão mais incrementada.

Existem diversas formas de criar um MVP, o YouTube está cheio de exemplos e teorias.

Gosto bastante da técnica do MVP Fumaça que consiste em criar expectativa no público. Dá pra fazer isso através de um vídeo de demonstração, uma LP e pré-reserva ou até mesmo uma apresentação – o importante é desenvolver só a “casca” do projeto. O Dropbox montou um vídeo que mostrava seu funcionamento ao notar que existia adesão, aí começou a desenvolver o sistema.

Tem também as técnicas de MVP Concierge e Mágico de Oz, ambas são parecidas. 

Em essência, elas visam testar o produto ou solução de maneira operacional, mas sem que o usuário perceba isso.

O melhor e mais divertido exemplo que encontrei para ilustrar esses MVP (que muitas vezes são mesclados) é um sketch fictício sobre o Waze.

É possível lançar um MVP por teste A/B, protótipo e muitas outras formas. O que vale é entender de que forma pouco custosa (em termos de dinheiro, esforço, tempo) você pode ter a sensação do seu produto no ar.

Depois de definido o MVP do sonho, vem a parte da decupagem, que nada mais é do que entender quais pequenas ações práticas precisam acontecer para estruturar o trilho entre sonho e realização.

No cinema, a decupagem permite a construção do roteiro técnico em que constam indicações técnicas como posicionamento de câmera, personagens em quadro, sonoplastia etc.

Voltando para o sonho ou projeto, a decupagem vai deixar claro os passos a serem tomados, tipo: pedir orçamentos, listar possíveis convidados, montar apresentação geral, entre outras inciativas. Para esta etapa também vale o lance de sentar e passar tudo isso pro papel e elencar a prioridade das ações.  

Acompanhar e metrificar resultados para aperfeiçoar

Para medir o sucesso de um produto, projeto ou sonho é importante ter um histórico.

Só que para ter um histórico, você precisa ter o produto, projeto ou sonho no ar. E aí, o que fazer?

Bom, mais um aspecto que reforça a necessidade do MVP, porque de forma não custosa você já vai começar a coletar dados e criar seu histórico e isso é imprescindível.

Coletar dados não é algo que deve ser feito aleatoriamente, é preciso que você conheça tanto seu sonho ou projeto (voltando para a primeira etapa do raciocínio desse pots) e defina qual é a métrica que vai te balizar.

Existem muitas possibilidades, as métricas podem ter a ver com prazo, satisfação do cliente, tráfego, aquisição, rejeição, receita entre muitos outros quesitos do seu sonho.

Entre todas elas, deve existir aquela que será o termômetro do seu sonho ou projeto, é pensando nela que todas as suas ações serão criadas.

Essa métrica é o seu KPI, key performance indicador – indicador chave de performance. Defina seu KPI e comece a pensar em hipóteses de trabalho que possam melhora-lo.

Quando for listar as possíveis estratégias, não se limite à existência de recursos, solte a imaginação mesmo. Depois olhe para tudo e analise cada uma das hipóteses, aí sim balanceando com recursos.

Eu gosto de avaliar as hipóteses de acordo com quatro variáveis: facilidade de execução (tenho a expertise), rapidez, custo e impacto.

Dessa forma eu consigo priorizar a execução das tarefas que são de rápida e fácil conclusão com baixo custo e alto impacto.

O resultado não é algo a simplesmente ser atingido, ele precisa ser mantido. Então, revisitar o sonho e montar novos planos de ação para aprimorar o resultado precisa ser uma rotina.

Disse no início do texto que não existe uma metodologia infalível, mas aos poucos e tentando lidar com os meus próprios desafios, cheguei nesses artifícios e eles me ajudam bastante.

Por trás de cada um deles existe muito aprendizado e detalhes que precisaríamos de muitos posts para abordar.

Mas espero que nesse amontoado de palavras, algumas delas possam te ajudar a desengavetar seus projetos pra que você possa se tornar um "DOer".

 

A Mylena Gama é profissional do Marketing e professora do curso de Gestão de Mídias  Sociais do Centro Europeu!

 

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