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10 lições sobre ser mulher e mãe no mercado de trabalho

10 lições sobre ser mulher e mãe no mercado de trabalho

A professora de Design de Moda fala sobre a grande aposta que fez no futuro: ser mãe. Confira esse depoimento sincero sobre como um filho modifica uma vida profissional inteira. <3

“A maternidade é uma aposta no futuro”. Dito isso por Martha Medeiros, me faz pensar que fiz a escolha certa, afinal de contas estamos sempre por conquistar nossa espada, por realizar nossos sonhos, suprir desejos que nunca acabam... até que a cegonha chega e… muda tudo!

1)   Mudança de visão de mundo

Só as mães entendem o que está por trás dessa nova visão de mundo.

Acontece no momento do “imprinting”, quando enfim conhecemos aquele serzinho que morou dentro da nossa barriga, quando nossos olhos se encontram e... nos derretemos!

Muda tudo, a gente quer mais vida, uma explosão de amor acontece e transborda a alma. E eu poderia ficar aqui, escrevendo muito e muito mais sobre este fenômeno mas, o fato é que a maternidade passa a nos conduzir dali pra frente.

E sobretudo, compreendemos as nossas próprias mães.

2)   Prioridades

Vivi isso na pele, e assim como muitas de nós mães, minhas prioridades mudaram e minhas atitudes também. Fiquei mais forte.

No âmbito profissional pude entender a mais a Moda, os seus processos, seus propósitos, a necessidade de mudanças no setor e porque não, pensar mais na sustentabilidade na vida, na moda, no mundo.

Moda é comportamento e a maternidade nos faz mudar hábitos. Enfim, a prioridade agora vai além da imagem.

O coque desconstruído passa a ser o penteado ideal, nunca usamos tanto o moletom e as sapatilhas se tornam nossas companheiras de caminhada.

Prioridade passa a ser uma noite de sono, sorrisos espontâneos, amor e mamá de livre demanda, e um banho demorado.

3)   Escolhas e necessidade

Escolhas fazem parte do caminho, mudanças de plano, expectativas também.

A questão é que, esgotar o leite, correr feito louca pra deixar o bebê sabe-Deus-onde-e-com-quem e enfrentar o mercado de trabalho que ainda nos trata com certa hostilidade por estarmos passando por isso, vale a pena? É a pergunta que nos fazemos.

Porém, algumas de nós não tem escolha e sim necessidade. E mesmo quem faz escolhas é sempre apontada, de um jeito ou de outro.

Se você opta por ficar em casa ou delegar a função, o que realmente importa é a ponderação da sua escolha, planejada e muito conversada em família. O apoio do pai e de familiares nos ajuda a irmos em frente e encarar com mais segurança essa nova fase.

4)   Choque de realidade

Felizmente, como professora do Centro Europeu, tive sorte. Mas raramente há flexibilidade ou acolhimento depois que nos tornamos mães.

E como é difícil e dolorido, muitas vezes, enfrentamos a total incompreensão de várias pessoas, que olham a questão como uma simples "adaptação" entre mãe e filho.

E sem falar do dito “puerpério”, e no tal “’baby blues” que oscilam hormônios bagunçam nossas emoções.

E na volta ao trabalho há uma absoluta frieza que ignora completamente as necessidades de uma mulher, agora mãe. Há também o julgamento constante sobre esta mulher que agora "se cuida menos", "não entrou em forma ainda" ou não está esteticamente aceitável para aquele cargo depois da maternidade.

Agora, em choque mesmo fica toda uma sociedade quando esta mulher toma para si a responsabilidade de seu papel enquanto mãe e profissional, encara os desafios e faz escolhas por si e sua família, sem culpa, simples assim.

5)   Parcerias e apoios

Mães precisam de ajuda.

Se permita pedir ajuda quando estiver ansiosa, quando precisar de alguém pra segurar seu bebê enquanto você toma um banho, quando você precisa só de mais um copo de água que, diga-se de passagem amamentar dá uma sede!

Para meu marido, trocar as fraldas já era um hábito, fez parte da logística não só quando eu não estava por perto mas quando havia esta demanda. ;)

6)   Gestão de tempo

Nosso tempo é um gerador de experiências e o nosso papel nessa vida é justamente estar presente nessas experiências e poder compartilhar as lições que aprendemos.

Com isso, a gente aprende a gerir melhor o tempo, fazer escolhas mais conscientes e funcionais, influenciando positivamente na maneira como lidamos com os desafios cotidianos.

Basicamente é você estar presente de corpo e mente no momento em que realiza suas atividades do dia a dia, mesmo as mais simples. E acredite, no dias de hoje, com esse bombardeio de  informações o tempo todo, é muito difícil se concentrar em uma única coisa de cada vez mas, é possível. Com muito treinamento e uma pequena mudança de hábitos, a gente consegue.

7)   Ser mãe rejuvenesce.

E é bem legal porque rejuvenesce a alma também. A gente exercita muito mais os músculos da face.

Entre risos, choros, caretas e bocejos vamos passando pelos perrengues da maternidade que, usando uma linguagem da moda tem muito viés e pouco glitter.

Independente disso, optei pela maternagem, uma escolha minha, uma decisão de dedicação por amor. É possível ser mãe sem a maternidade mas não é possível ser mãe sem a maternagem. Gerar, gestar e parir é maternidade. Cuidar, amar, proteger, doar, ensinar é maternagem.

Maternidade é instinto, Maternagem é aprendizado e que aprendizado! Levo pra mim este legado e que lá na frente ou nem tanto assim eu consiga perceber que deu certo.

8)   Medo X Coragem

Será que dou conta? Será que consigo ser mãe, mulher, profissional, dona de casa, motorista, babá, educadora, gestora, cozinheira, etc. etc. etc... e ainda me manter plena, linda, sensual e interessante???

São tantos rótulos que o medo é praticamente um item de série mas, contrapartida a coragem é movida pelo medo. É esse medo de não dar conta de tudo que nos torna mais fortes, mais empreendedoras, mais ousadas.

Ainda bem que a coragem é bem maior que a culpa e que a culpa nos ajuda a mantermos os pés no chão.

9)   Amadurecimento e Comprometimento

Os filhos nos fazem enxergar um potencial na gente que nem a gente mesmo poderia imaginar.

Quando nasce um filho nasce também uma empreendedora que tá com todo o gás pra ir em frente, lutar, fazer mais e mais. Não é a toa que há tantos grupos de mães empreendedoras, que deixam cargos importantes para trás porque veem na maternidade uma oportunidade de empreender e flexibilizar seus horários.

A verdade é que o mercado de trabalho ainda não percebeu o real potencial de uma mãe, que se torna uma profissional mais atenta, mais proativa e muito, muito mais responsável e comprometida com o trabalho.

A busca por reconhecimento para e começa a busca por mais produtividade, mais qualidade de vida, mais resultado.

Há de se chegar o dia em que estaremos numa mesa de reunião entre profissionais homens e mulheres em igualdade de cargos e salários e de repente um celular toca...um homem pede licença para atender e logo sai apressado, se desculpando por abandonar a reunião, justamente porque tem que levar seu filho ao médico. E ninguém vai julgá-lo e tão pouco achar estranho esta “atitude doméstica” de apego familiar. Homens e mulheres exercendo os mesmos papéis.

10)  Novos hábitos e Pirações:

De qualidade de vida: é aquele momento em que você quer se mexer, voltar às caminhadas, ter hábitos mais saudáveis, passar por um processo de reeducação alimentar, ler mais livros, se dedicar a um esporte ou hobby que deixou para trás, enfim, é hora de se reorganizar para ser uma pessoa melhor, de corpo, mente e alma.

A gente passa a pensar de forma mais consciente nas experiências de consumo. Mas isso, depois do bebê completar 1 ano, porque antes estamos na piração, feito loucas comprando tudo para que não falte nada ao nosso baby. É lista de maternidade, lista de itens de higiene, lista de enxoval, lista disso, lista daquilo, listas, listas...

Depois de processar que não precisava de tudo aquilo, começamos a relaxar e a cuidar mais desse exercício de consumo, com muito mais clareza e eu diria até, com mais base em necessidades e não em desejos.

É hora de pensar na vida mesmo, de refletir sobre este divisor de águas que é a maternidade. Os planos que antes não fazíamos, começam a se configurar naturalmente em prol de uma nova família.

Vem à tona a busca por autoconhecimento, conversas em família, o tom de voz baixa, as músicas são mais frequentes, a roda de amigos muda, a casa muda e sua vida passa a ser agora uma nova vida.

Pedreira mesmo é educar. Antes de nos tornarmos mães e pais falamos: meu filho será assim, meu filho não fará isso, meu filho vai andar na linha.

Aqui cabe aquele bordão: “Sabe de nada, inocente!” a gente se dá conta disso no primeiro petí no shopping, nas birras e manhas manipuladoras... em que você precisa administrar o descontrole de um serzinho minúsculo e ao mesmo tempo, os olhares de desaprovação ao seu redor em que qualquer atitude que você tome pode virar meme e viralizar e... o seu autocontrole que agora será pautado no exercício da paciência e tolerância.

Porém, nunca esqueço um conselho do homeopata da minha pequena: “eduque com amor e firmeza”. Entendo isso quando preciso dizer “não”, quando preciso impor certos limites e fazê-la entender que as frustrações fazem parte da vida. É importante que ela vivencie e aprenda a lidar com seus próprios sentimentos, da raiva à gratidão.

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Sabe de uma coisa? Tô nem aí se não consigo atingir padrões de controle de qualidade massificada ou de comportamento! ;)

O que importa de verdade é tomar pra mim a responsabilidade de cumprir meus muitos papéis com amor, ética e discernimento. Dito isso, quero que todas as mães sintam-se abraçadas e acolhidas. Tamo junto nesta louca nave-mãe!!!

Para conversas, bate-papo, troca de figurinhas e receitas ou mesmo desabafos, tô aqui!

 

Elaine Piovezan

Mãe da Helena

Consultora de Moda & Varejo

Profe do Centro Europeu

 

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